Direito Militar

Militar Temporário Sendo Desligado? Você Pode Estar Perdendo Até R$ 40 Mil

Dr. Ashbell Rédua
8 de janeiro de 2026
11 min de leitura

Milhares de militares temporários são desligados sem receber a compensação pecuniária que têm direito. Descubra se você foi lesado e como recuperar seu dinheiro.

O Desligamento Que Pode Te Custar Dezenas de Milhares

Você serviu às Forças Armadas como militar temporário por 8 anos. Deu o seu melhor. Cumpriu todas as missões. E agora chegou o momento do licenciamento ex officio.

Mas tem algo que talvez você não saiba: você tem direito a receber uma compensação pecuniária que pode chegar a R$ 40.000 ou mais.

O problema? Milhares de militares temporários são desligados TODO ANO sem receber esse dinheiro.

Seja porque a Administração Militar simplesmente não paga, seja porque classificam erroneamente o tipo de licenciamento, seja porque o militar nem sabe que tem esse direito - o resultado é o mesmo: dinheiro que deveria estar no seu bolso fica retido.

E estamos falando de valores significativos. Para um Sargento Temporário com 8 anos de serviço, a compensação pode ultrapassar R$ 35.000. Para um Suboficial, pode passar de R$ 40.000.

O Que É a Compensação Pecuniária (E Por Que Você Tem Direito)

A Lei nº 7.963/1989 garante que todo militar temporário das Forças Armadas que for licenciado ex officio ao término do tempo de serviço tem direito a receber uma compensação pecuniária.

É uma espécie de "indenização" pelo término do vínculo militar temporário. O valor é calculado com base no seu posto/graduação e tempo de serviço.

Quem Tem Direito:

  • Sargentos Temporários
  • Cabos e Soldados Temporários
  • Oficiais Temporários
  • Militares de carreira que foram licenciados ex officio (em alguns casos específicos)

Condição fundamental: Ter sido licenciado "ex officio ao término do tempo de serviço" ou "por conveniência do serviço" em situações específicas.

Os 3 Motivos Pelos Quais Você Pode Não Estar Recebendo

Motivo #1: A Administração Classificou Erroneamente Seu Licenciamento

Aqui está o truque mais comum: a Administração Militar classifica seu licenciamento como "a pedido" em vez de "ex officio".

Por que isso importa? Porque a Lei 7.963/89 só garante a compensação para quem foi licenciado ex officio (por iniciativa da Administração), não "a pedido" (por iniciativa sua).

Mas aqui está o problema: muitos licenciamentos que são apresentados como "a pedido" na verdade foram FORÇADOS pela Administração.

Exemplos reais:

  • Você foi aprovado em concurso público e a Administração "sugeriu" que você pedisse licenciamento
  • Você sofreu pressão ou coação para "pedir" o desligamento
  • Você foi colocado em situação insustentável que te forçou a pedir licenciamento
  • Seu tempo de serviço acabou mas pediram para você "formalizar o pedido"

Nesses casos, juridicamente, o licenciamento é EX OFFICIO disfarçado de "a pedido". E você TEM direito à compensação.

Motivo #2: Você Foi Aprovado em Concurso Público

Esse é um dos casos mais polêmicos e que mais gera litígio judicial.

Cenário comum:

  1. Você é militar temporário
  2. É aprovado em concurso público (geralmente para Polícia Militar, Bombeiros, órgãos públicos)
  3. Precisa ser agregado para fazer o curso de formação
  4. Depois do curso, toma posse no novo cargo
  5. A Administração Militar te licencia ex officio
  6. Mas se recusa a pagar a compensação pecuniária

O argumento da Administração: "Você saiu por vontade própria para assumir outro cargo, então não tem direito".

Mas a jurisprudência dos tribunais superiores diz o contrário.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) já decidiu em vários casos que o militar temporário que é agregado para fazer curso de formação e depois licenciado ex officio TEM direito à compensação pecuniária - desde que o licenciamento tenha sido ao término do prazo de serviço.

Por quê? Porque o licenciamento foi ex officio (por ato da Administração), não a pedido. O fato de você ter sido aprovado em concurso não muda isso.

Motivo #3: Você Simplesmente Não Sabia Que Tinha Esse Direito

Esse é o mais triste: milhares de militares temporários são licenciados sem sequer saber que têm direito à compensação pecuniária.

A Administração não avisa. Não comunica claramente. Não paga automaticamente. Resultado:

  • Você é desligado
  • Não recebe nada além do último salário
  • Anos depois descobre que tinha direito a R$ 30.000, R$ 40.000
  • Mas já prescreveu (prazo de 5 anos para cobrar judicialmente)

Cada ano que passa sem você cobrar é dinheiro que você perde para sempre.

Quanto Você Tem Direito a Receber

O valor da compensação pecuniária varia conforme:

  • Posto/Graduação
  • Tempo de serviço prestado
  • Remuneração na ativa

A Lei 7.963/89 estabelece que a compensação equivale a 1 (um) mês de soldo para cada ano de serviço prestado, limitado ao máximo estabelecido pela legislação.

Simulações Reais (Valores Aproximados):

Sargento Temporário - 8 anos de serviço:

  • Soldo mensal: aproximadamente R$ 4.500
  • Compensação: 8 meses x R$ 4.500 = R$ 36.000

Cabo Temporário - 6 anos de serviço:

  • Soldo mensal: aproximadamente R$ 3.200
  • Compensação: 6 meses x R$ 3.200 = R$ 19.200

Suboficial Temporário - 8 anos de serviço:

  • Soldo mensal: aproximadamente R$ 5.500
  • Compensação: 8 meses x R$ 5.500 = R$ 44.000

Não é pouco dinheiro. É o equivalente a meses de salário que deveriam estar no seu bolso.

Como a Administração Tenta Negar Seu Direito

Se você cobrou a compensação e foi negada, provavelmente foi com base em um destes argumentos:

Argumento 1: "Você Foi Licenciado A Pedido"

Contestação: Se houve qualquer tipo de pressão, coação, ou se o "pedido" foi na verdade uma formalidade exigida pela Administração ao término do prazo, o licenciamento é considerado ex officio de fato.

Argumento 2: "Você Saiu Para Assumir Outro Cargo Público"

Contestação: A jurisprudência do STJ é clara: se o licenciamento foi ex officio ao término do prazo (mesmo que motivado por agregação para concurso), o direito à compensação existe.

Argumento 3: "Você Não Completou o Prazo Máximo de Serviço"

Contestação: A Lei 7.963/89 não exige que você tenha completado o prazo MÁXIMO, apenas que tenha sido licenciado ex officio ao término DO SEU tempo de serviço (que pode ser 4, 6, 8 anos, conforme o contrato).

Argumento 4: "A Compensação Já Foi Paga"

Contestação: Exija comprovante. Se não foi paga, a alegação é falsa. Se foi paga parcialmente, você pode ter direito a complementação.

Você Ainda Pode Cobrar (Mas o Tempo Está Correndo)

Se você foi licenciado e não recebeu a compensação pecuniária, você tem até 5 anos para cobrar judicialmente (prazo de prescrição).

Ou seja:

  • Foi licenciado em 2020? Tem até 2025 para ajuizar ação (já prescreveu se não moveu ação)
  • Foi licenciado em 2021? Tem até 2026
  • Foi licenciado em 2022? Tem até 2027
  • E assim por diante...

ATENÇÃO: Se você foi licenciado há mais de 5 anos e não entrou com ação judicial, o direito prescreveu. Você perdeu o dinheiro para sempre.

Se você foi licenciado recentemente (menos de 5 anos), AJA AGORA. Cada dia que passa te aproxima da prescrição.

Como Funciona o Processo Para Receber

Via Administrativa (Primeira Tentativa):

  1. Requerer administrativamente junto à sua ex-Organização Militar
  2. Juntar documentação: termo de licenciamento, tempo de serviço, ficha funcional
  3. Aguardar decisão (prazo varia, pode levar meses)
  4. Se deferido: você recebe a compensação
  5. Se indeferido: você pode recorrer ou partir para via judicial

Realidade: A maioria dos pedidos administrativos é negada. A Administração raramente reconhece o direito espontaneamente.

Via Judicial (Caminho Mais Eficaz):

  1. Contratar advogado especializado em Direito Militar
  2. Ajuizar ação na Justiça Federal (competência para causas contra a União)
  3. Comprovar:
    • Que você foi militar temporário
    • Que foi licenciado ex officio ao término do tempo de serviço
    • Que não recebeu a compensação pecuniária
  4. Aguardar sentença (1 a 3 anos em média)
  5. Se procedente: a União é condenada a pagar a compensação + correção monetária + juros

Vantagem da via judicial: A jurisprudência é majoritariamente favorável aos militares temporários. As chances de êxito são altas quando o caso é bem fundamentado.

Por Que a Assessoria Jurídica É Essencial

Você pode até tentar cobrar sozinho administrativamente. Mas a realidade é:

  • A Administração nega a maioria dos pedidos
  • Você precisará ir à Justiça para receber
  • Processos judiciais exigem conhecimento técnico de Direito Militar e jurisprudência
  • Erros na petição inicial podem resultar em improcedência
  • Você precisa saber exatamente quais argumentos e provas apresentar

O advogado especializado em Direito Militar:

  • Analisa seu caso e avalia as chances de êxito
  • Calcula o valor exato da compensação que você tem direito
  • Reúne toda a documentação necessária
  • Elabora petição inicial tecnicamente fundamentada
  • Conhece a jurisprudência favorável e sabe aplicá-la ao seu caso
  • Acompanha o processo até o recebimento efetivo do valor

Investir em assessoria jurídica para recuperar R$ 20.000, R$ 30.000, R$ 40.000 é uma decisão óbvia. O retorno financeiro compensa amplamente.

Casos Reais de Sucesso

Caso 1: Sargento Temporário Aprovado em Concurso da PM

  • Situação: Agregado para curso de formação da PM, depois licenciado ex officio
  • Administração negou compensação alegando que "saiu para outro cargo"
  • Ação judicial: PROCEDENTE
  • Resultado: R$ 38.000 de compensação + correção e juros = R$ 47.000 recebidos

Caso 2: Cabo Temporário Licenciado ao Término de 6 Anos

  • Situação: Licenciado ex officio mas não recebeu nada
  • Nem sabia que tinha direito
  • Procurou advogado 4 anos depois (ainda dentro do prazo)
  • Ação judicial: PROCEDENTE
  • Resultado: R$ 19.000 de compensação + correção e juros = R$ 25.000 recebidos

Caso 3: Suboficial Temporário "Pressionado" a Pedir Licenciamento

  • Situação: Comando "sugeriu" que pedisse licenciamento ao término do prazo
  • Formalmente classificado como "a pedido"
  • Administração negou compensação
  • Ação judicial: Provamos que o "pedido" foi na verdade imposição da Administração
  • Resultado: R$ 42.000 de compensação + correção e juros = R$ 54.000 recebidos

Esses são casos reais. E podem ser o SEU caso.

Não Deixe Seu Dinheiro Com a União

Você serviu às Forças Armadas com dedicação. Cumpriu missões. Seguiu ordens. Fez sacrifícios.

A lei te garante uma compensação ao término desse serviço. É seu direito. É seu dinheiro.

Mas ele não vai cair no seu bolso automaticamente. Você precisa cobrar. E quanto mais cedo, melhor.

Se você:

  • Foi licenciado ex officio como militar temporário
  • Não recebeu a compensação pecuniária
  • Foi agregado para concurso e depois licenciado
  • Foi "pressionado" a pedir licenciamento
  • Tem dúvidas se tem direito

Entre em contato AGORA e descubra se você tem direito a receber.

O escritório Rédua Advocacia é especializado em Direito Militar há mais de 10 anos. Já recuperamos centenas de milhares de reais em compensações pecuniárias para militares temporários.

Nossa Expertise:

  • Análise de licenciamentos ex officio e direito à compensação
  • Ações judiciais contra a União para cobrança de compensação pecuniária
  • Casos de agregação e concurso público
  • Discussão sobre classificação do licenciamento (a pedido x ex officio)
  • Conhecimento profundo da Lei 7.963/89 e jurisprudência do STJ

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Entre em contato com o Dr. Ashbell Rédua - OAB/RJ 182.106 - especialista em Direito Militar com mais de 10 anos de experiência.

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Dr. Ashbell Rédua - OAB/RJ 182.106 | Especialista em Direito Militar | Mais de 10 anos defendendo militares das Forças Armadas

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